Depois, vem o discurso da recriminação difusa: a culpa é desta sociedade. Partindo do princípio que não estamos a falar da sociedade onde as mulheres estudam e trabalham, deve ser de outra coisa qualquer que se está a falar. Mas seria pecado aproveitar estas tragédias para falar de qualquer coisa que tenha a ver com política. Porque, já se sabe, falar de política quando se está a falar do sofrimento das pessoas é de um oportunismo inaceitável. Como se não fosse disso mesmo que a política tivesse de tratar.
Vou então á política. A que interessa. Se não queremos que as mulheres deixem de trabalhar e não queremos os nossos pais em lares ou abandonados e sozinhos em casa e os nossos filhos educados pela televisão, só há uma forma de resolver o problema: que, trabalhando homens e mulheres, ambos consigam ter mais tempo para a sua família. Para os filhos e para os pais. E já agora para o lazer, para os amigos, para o bairro onde vivem. Ou seja, que trabalhem menos. E que tenham empregos mais seguros para poderem dar tempo aos outros. Que tenham horários decentes, segurança mínima e direito a vida pessoal. Que haja mais gente com emprego e empregos que nos tomem menos tempo e energia.
Continuar a ler a crónica do
Daniel Oliveira
| |
|
|
 |
Depois, vem o discurso da recriminação difusa: a culpa é desta sociedade. Partindo do princípio que não estamos a falar da sociedade onde as mulheres estudam e trabalham, deve ser de outra coisa qualquer que se está a falar. Mas seria pecado aproveitar estas tragédias para falar de qualquer coisa que tenha a ver com política. Porque, já se sabe, falar de política quando se está a falar do sofrimento das pessoas é de um oportunismo inaceitável. Como se não fosse disso mesmo que a política tivesse de tratar.
Vou então á política. A que interessa. Se não queremos que as mulheres deixem de trabalhar e não queremos os nossos pais em lares ou abandonados e sozinhos em casa e os nossos filhos educados pela televisão, só há uma forma de resolver o problema: que, trabalhando homens e mulheres, ambos consigam ter mais tempo para a sua família. Para os filhos e para os pais. E já agora para o lazer, para os amigos, para o bairro onde vivem. Ou seja, que trabalhem menos. E que tenham empregos mais seguros para poderem dar tempo aos outros. Que tenham horários decentes, segurança mínima e direito a vida pessoal. Que haja mais gente com emprego e empregos que nos tomem menos tempo e energia.
Continuar a ler a crónica do Daniel Oliveira
Os bons sentimentos e o que interessa
|
Buffer |
0 comentários:
Enviar um comentário