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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O problema do assalto à democracia para salvar o capitalismo

O assalto à democracia já começou nas sociedades abastadas, as ganhadoras do PEH, o Período Excepcional da Humanidade — as décadas entre o fim da I Guerra Mundial e o advento da Internet, ou 1920-1990. No período atingiram-se os equilíbrios sociais necessários à paz que retira riscos à atividade económica e a energia barata e abundante acelerou a geração de riqueza.

E o assalto vem das pessoas que procuram salvar o que afirmam ser seu. Ou seja, vem dos interessados na preservação do sistema capitalista, medrado e aperfeiçoado ao longo do PEH.
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as essa é a menor das forças atuantes contra os interesses dos assaltantes da democracia. Estes — recorde-se quem são: os principais beneficiados do PEH — acreditam que as convulsões sociais que se adivinham se combatem com o fim da negociação e a imposição de regras, recuperando um tipo de organização social em que o poder resulta da força, ao qual recorremos amiúde ao longo dos séculos.

É natural que essa seja a sua solução do capitalismo, na medida em que representa a evolução natural do sistema. O capitalismo precisa de competição nos estádios primevos, para que se possam promover os mais capazes, e tende, naturalmente, a eliminar os riscos à medida que amadurece. Ou seja, passa a representar uma vantagem eliminar ou controlar a competição, isto é, fechando a atividade num ambiente circunscrito no qual só entram os autorizados, por herança ou casamento.
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Um sociedade madura é uma sociedade mais dada ao lazer e à fruição do que ao trabalho e à competição. A sociedade ocidental, desde já, e dentro de algumas décadas todo o planeta, mercê da globalização, podem dar-se ao luxo de disfrutar a vida enquanto as máquinas produzem. Partindo do princípio que consegue fazer sobrepor os valores coletivos, isto é, civilizacionais, aos valores consuetudinários da micro superelite proprietária que concentra 90% do valor gerado ao longo de todo o PEH.

Obrigatório ler o resto do artigo do Paulo Querido! Divulgue!

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