hiddenPic

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Deolinda - Parva que eu sou!

Agrada a uns, desagrada a outros! Eu tenho que louvar a espontaneidade da letra e da sua sonoridade! Não me identifico mas gostei!

Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Música e letra: Pedro da Silva Martins

A propósito desta letra vale a pena ler este texto de onde destaco:
Quando no meu portugal vejo aparecer uma música de que as pessoas se apropriam, pelo tanto que se revêm nas palavras, logo vem o outro Portugal, o que não, que música de intervenção é Zeca Afonso, aparentemente começou e acabou com ele, privilégio eternamente reservado, assim à democrata. Piora se um qualquer Louçã se atreve a uma referência à dita canção, porque aos 'zecas' junta-se mais um portugal, o do preconceito, o da ideia feita, onde qualquer verdade, se dita na voz de Francisco Louçã ou de Paulo Portas passa de imediato a tenebrosa demagogia, a palavra mágica dos tempos correntes para ignorar verdades.


Buffer

0 comentários:

Enviar um comentário

Publicidade

No Google+